Compreensão e Interpretação de Texto
Texto I
Pesquisa mostra que brasileiros comem mal
População, em que 63,1% das pessoas estão acima do peso, dispensa gralhados e verduras e “belisca” entre as refeições.
Entre julho e setembro,
foram entrevistadas em
suas casas, 2.179 pessoas
de todas as classes sociais
nas cinco regiões do país.
Por Ricardo Westin
Uma pesquisa feita nas cinco regiões do país mostra que os brasileiros não se alimentam de forma saudável. Comem frituras demais e dispensam grelhados e verduras. Fazem as refeições diante da televisão.
Gostam de ir a lanchonetes de fast food. Ingerem os alimentos rápidos, com pressa. E, quando podem, “beliscam” algum lanche fora de hora.
“A maioria da população tem hábitos muito ruins, que mais cedo ou mais tarde terão repercussões sérias na saúde”, diz o médico “Luiz Vicente Berti, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.
A pesquisa que tratou os hábitos alimentares do brasileiro foi realizada a pedido dessa entidade médica pelo instituto de opinião Toledo & Associados. Entre julho e setembro do
ano passado, foram entrevistadas em suas casas, 2.179 pessoas de todas as classes sociais, nas cinco regiões do país. É um dos mais completos e abrangentes estudos desse tipo já feito no Brasil.
“A maioria das pessoas aprendem com a avó que a comida tem de ser pesada...Acham que comer bem é deixar o estômago cheio.”
Diante dos maus hábitos alimentares, a pesquisa apontou que 63,1% dos brasileiros estão acima do peso. Vivem no país cerca de 117 milhões de pessoas com sobrepeso ou obesidade.
As conseqüências dos erros na hora de comer são as chamadas doenças crônicas não transmissíveis, como a hipertensão, o diabetes e os males do coração, que podem levar a morte se não tratadas.
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, os brasileiros comem errado por pura falta de informação.
Um dos piores hábitos do brasileiro é fazer suas refeições diante da televisão.
A pesquisa mostra que 43% dos brasileiros come em frente da televisão.
“Esse é um grande erro, uma verdadeiro absurdo.”
Sônia Trecco
Nutricionista e chefe do Serviço de Atendimento Ambulatorial do Hospital das Clínicas de São Paulo.
As pessoas que assiste à televisão não presta a devida atenção ao que leva à boca. Não é raro a consumir mais alimentos do que o necessário, por simplesmente não ter se dado conta de que já passou do limite. Também há risco de atenta à novela ou ao noticiário, a pessoa não mastigar a comida adequadamente.
A nutricionista do HC lembra que cada vez mais as pessoas estão comendo diante do computador (principalmente os mais jovens), na Internet ou em jogos eletrônicos.
“Não é de pé, não é deitado, não é lendo revista.
Lugar de se alimentar é sentado na mesa, prestando atenção no que está comendo!”
Comida Rápida
Uma parte considerável dos entrevistados, 21% come com pressa.
È outro erro grave. O café da manhã do brasileiro dura em média 12 minutos. O almoço 22 minutos. E o jantar 23. Somada as três refeições não chegam à uma hora.
“É preciso mastigar bem a comida, com calma, porque a digestão começa pela boca.”
Os alimentos que são engolidos com pressa, sem a devida ação dos dentes e da saliva, acabam sobrecarregando o estômago. Com o tempo, quem come rápido demais pode sofrer incômodos de um refluxo e uma gastrite.
Fast food
12% dos brasileiros vão a esses estabelecimentos pelo menos uma vez por semana.
Folha de São Paulo
17 de fevereiro de 2008.
Compreensão e Interpretação
Texto I
1. O texto que você leu acima é uma reportagem que foi editada no jornal Folha de São Paulo em 17 de fevereiro de 2008. Sobre ela responda:
a) Do que se trata a reportagem?
b) Quem a escreveu?
c) Quantos por cento da população brasileira vai a restaurantes fast food?
d) Quantas, de onde e qual nível social eram as pessoas que foram entrevistadas?
2. Explique com suas palavras a frase “É preciso mastigar bem a comida, com calma, porque a digestão começa pela boca.”
3. Na sua opinião, porque as pessoas se alimentam mal?
4. Por quê lugar de se comer não é diante da TV, mas sentado na mesa?
5. E você? Tem uma boa alimentação? Escreva abaixo como é sua alimentação.
6. Quais são as conseqüências de uma pessoa que come rápido demais?
7. Procure no dicionário o significado das palavras abaixo:
a) Fast Food;
b) Refluxo;
c) Gastrite.
Texto II
A Bola
Luís Fernando Veríssimo
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar sua primeira bola do pai. Uma número cinco sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!” Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
- Como é que liga? – perguntou.
- Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
- Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
- Não precisa de manual de instrução.
- O que é que ela faz?
- Ela não faz nada. Você é que faz alguma coisa com ela.
- O que?
- Controla, chuta...
- Ah, então é uma bola.
- Claro que é uma bola.
Uma bola, bola. Uma bola mesmo. Você pensou que fosse o quê?
- Nada não.
O garoto agradeceu, disse “Legal!” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando um controle de videogame. Algo chamado Monster Ball, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo em que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.
O pai pegou a bola nova e ensaiou umas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente e chamou o garoto.
- Filho, olha.
O garoto disse “Legal” mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro do couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa idéia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
VERISSIMO, Luís Fernando. Comédias da vida privada; edição especial para escolas.
Porto Alegre: L&PM, 1996. p. 96-97. © by Luís Fernando Veríssimo
Compreensão e Interpretação
Texto II
1. Pode-se afirmar que a crônica de Luís Fernando Veríssimo tem caráter predominantemente narrativo? Por quê?
2. É possível afirmar que se baseia em fatos reais do cotidiano? Explique.
3. Indique um aspecto que pode ser considerado humorístico no texto.
4. Explique com suas palavras a provável crítica que, na sua opinião, essa crônica faz à realidade.
5. Transcreva uma frase ou expressão que confirma o caráter mais coloquial da linguagem nesse texto.
sábado, 23 de fevereiro de 2008
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Um comentário:
Prezados senhores,
Vocês sabem que plágio é crime em nosso país? Este texto está protegido por leis de direitos autorais.
Att.
Zysman Neiman
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